sábado, 7 de fevereiro de 2009

Movimentos limitados

Pés fincados ao chão
Algemas prendem minhas mãos
Sei que ninguém pode vê-las
Mas eu sinto.

Coladas ao bolso transpiram
Meu coração sempre soube
que deveriam estar levantadas
Mas é fraco sem o consentimento do espírito

Era apenas um passo
Um ato tão simples,
poderia ser mecânico...
um passo para me libertar
Mas não consigo!

Quando achava que tinha tudo
Percebi que não tinha nada
Nem meus pés,
nem estes me obedeciam

Concentrei minhas forças num músculo
e fui frustrada
Até entender que
a grande força não estava
em desfinca-los do chão,
mas em libertar o coração
e deixar-se levar pelo espírito

Algo novo aconteceu
quando me juntei ao corpo
quando aceitei ajuda
quando tive coragem

Foi como mover montanhas
Não com as mãos
Movi montanhas com o coração...

Percebi quão precioso é move-las
e quão intenso é escrever sobre elas.

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