
Faltavam apenas 5 dias para a entrega do plano de negócios, tudo que eu tinha eram boas idéias e algumas palavras. Os primeiros a ficar prontos foram o de RH e o de responsabilidade social. Eu sabia que não ía dar tempo terminar. Eu sabia. Na penúltima semana, o ultimo integrante da "equipe" me dava mais trabalho que ajudava... Naquele instante me sentia frágil.
As duas ultimas madrugadas passaram rapidamente, o plano financeiro estava iniciado, o plano de marketing totalmente desacreditado. As horas voaram, comer e dormir deixaram de ter qualquer prioridade.
Quase todos os planos estavam incompletos, eu podia ter feito muito mais, eu podia ter detonado nesse plano, eu podia ganhar o 1º lugar, eu podia ser a melhor, mas não tive TEMPO. Como aquela maratonista em 1984, estava sozinha e preferia que fosse assim, já que a ajuda de outra pessoa me desclassificaria do trainee. Minha equipe era só eu. Tudo dependia apenas de mim, e do quanto eu queria completar aquele processo. Eu via nas outras equipes um apoiando o outro, eu via nas outras equipes motivação, e me via sozinha, tendo que injetar energia em mim mesma. Depender apenas de mim mesma sempre foi um grande desafio.
Então eu cheguei. Concluída a "prova" não passei no trainee, não entrei na empresa, não alcancei meu objetivo, não obtive justificativas plausíveis. Um desses tantos "NÃOs" que recebi tenho em comum com Gabrielle Andersen, eu NÃO DESISTI. Esse é o meu orgulho. Fui até o fim, levei comigo todos os problemas, soluções e críticas. Fiz muito mais do que acreditava ser possível fazer, fui o mais longe que podia ir dependendo das minhas próprias forças.
É lógico que eu não estou satisfeita... Afinal, eu QUASE venci. E esse QUASE refere-se apenas a parte de não desistir. E quer saber, ser um QUASE vencedor já é muito mais do que ser um perdedor. Pelo menos já tenho meio caminho andando neh!? hahahahaha
Ainda preciso escrever mais sobre isso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário