Estive procurando rosas
Embora não consiga lembrar nem mesmo onde fica o jardim
Como eu queria te encontrar e conversar como quando eu era eu
Ter um tempo pra olhar e brincar de novo
Qual a melhor forma de reaver uma flor levada pela correnteza?
Me lanço ao mar nadando desesperadamente?
Ou sigo observando pela margem, torcendo para que algo a traga de volta e venha novamente até mim?
Sei que se me lançar a água corro o risco de também ser levada pela correnteza
Posso afastá-la de mim com meus movimentos bruscos
Posso machucá-la com toda minha proteção
Corro o risco de tê-la e não me ter mais.
Corro o risco de não tê-la e não me ter como antes.
Me envolveria por completo na busca de um arriscado amor.
Ao correr pela margem não a perdi de vista
Mas não pude trazê-la de volta
Senti-me tão fria por não querer me molhar
Tão calculista por não querer me arriscar
Até que chegou um ponto em que nõa havia mais margem a correr
A vi passando por meus olhos, tão linda rosa...
Não havia mais nada a fazer
Não havia mais escolhas a tomar
Lá se foi minha flor.
Algo que eu perdi só eu posso reaver
O melhor teria sido não ter deixado que o vento a levasse para a correnteza
O melhor era não tê-la perdido
Se assim fosse, ainda poderia sentir o cheiro daquela flor.
De que me serve uma rosa sem o seu perfume?